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Na morte e na boda verás quem te honra.
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Na necessidade, se prova a amizade.
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Na primeira qualquer um cai, na segunda cai quem quer.
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Na tua vida leva a cruz às costas, de rastos é mais pesada.
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Não acordes o gato que dorme.
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Não comas quente, não perderás o dente.
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Não comer por ter comido, não é mal de sentido.
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Não compres a quem comprou, compra antes a quem herdou que não sabe o que lhe custou.
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Não contes os pintos senão depois de nascidos.
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Não cuspas para o ar que te pode cair na boca.
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Não dá o frade o que bem lhe sabe.
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Não dá quem tem, senão quem quer bem.
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Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.
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Não dês aos outros o que não queres para ti.
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Não desejes mal a ninguém, que o teu mal pelo caminho vem.
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Não duvida quem não sabe.
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Não é bom o mosto, colhido em Agosto.
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Não é com vinagre que se apanham moscas.
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Não é por grandes orelhas que o burro vai à feira.
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Não há ausentes sem culpas, nem presentes sem desculpas.
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Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.
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Não há carne perdida a não ser lebre assada e perdiz cozida.
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Não há carne sem osso, nem fruto sem caroço.
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Não há coisa mais bonita que chegar à missa e topá-la dita.
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Não há dinheiro, não há vícios.
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Não há manjar que não enfastie, nem vício que não enfade.
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Não há melhor amigo que o Julho com seu trigo.
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Não há melhor molho que o apetite.
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Não há morte sem pranto, nem casamento sem canto.
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Não há nada como a fome para dar sabor ao pão.
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Não há pior cego que aquele que não quer ver.
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Não há prazer onde não há comer.
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Não há rosas sem espinhos.
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Não há sábado sem sol, domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.
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Não julgues mal de ninguém, nem para mal nem para bem.
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Não me chames bem fadado até me veres enterrado.
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Não metas dinheiro em saco, sem veres se tem buraco.
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Não queiras ensinar o conto ao vigário.
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Não se fale ao mestre do que ele ensina mal.
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Não serás amado, se de ti só tens cuidado.
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Não sirvas a quem serviu, não peças a quem pediu.
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Não te abaixes por pobreza, não te levantes por riqueza.
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Não te julgues mais esperto que os outros.
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Não te rias do vizinho, que o mal vem pelo caminho.
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Não ter eira nem beira, nem raminho da figueira.
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Não vá o sapateiro além da chinela.
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Nem amor como o primeiro, nem luar como o de Janeiro.
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Nem ovelhas p'ra mato, nem cabras p'ra terroeiro.
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Nem sempre aquele que dança é o que paga a música.
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Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
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Nem tudo o que luz é oiro, nem tudo o que alveja é prata.
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Nem tudo o que sabe se diz, nem tudo o que se ouve se conta.
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Nem tudo o que vem à rede é peixe.
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Neve em Fevereiro - no primeiro jejuarás, no segundo guardarás e no terceiro irás p'ró S. Brás.
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Neve, em Fevereiro, ataca o celeiro.
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Nevoeiro em S. Pedro põe em Julho a vinha a medo.
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Ninguém é bom profeta na sua terra.
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Ninguém faz mal que o não pague.
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No dia 1 de Abril vai o tolo onde não há-de ir.
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No fim da sopa, molha-se a boca.
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No meio de um rebanho há sempre uma ovelha ranhosa.
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No meio é que está a virtude.
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No melhor pano cai a nódoa.
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No poupar é que está o ganho.
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No princípio ou no fim, Abril é ruim.
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No tempo do cuco, cada couve enche um púcaro.
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Noite de Natal estrelada dá alegria ao rico e promete fartura ao pobre.
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Numa mão o pão, na outra a criação.
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Nunca comeces sem pensar no fim.
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Nunca digas, desta água não beberei.
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Nunca faltou cova a mortos, nem pão a vivos.
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Nunca o invejoso medrou, nem quem junto dele morou.
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Nuvens no céu cinzento, chuva ou mudança de tempo.
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