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A Água de Janeiro vale dinheiro.
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A água que há-de regar, de Abril e Maio há-de ficar.
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A ambição cerra o coração.
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A boa cepa, Maio a deita.
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A boa fogueira faz a mulher ligeira.
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A boca do ambicioso só se fecha com a terra da sepultura.
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A bom ou mau comer, três vezes beber.
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A burro velho pouca erva.
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A caçar e a comer não te fies no prazer.
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A casa do amigo irás sendo requerido, à do necessitado sem ser chamado.
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A casamento e a baptizado, não vás sem ser convidado.
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A cavalo dado não se olha o dente.
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A chuva de S. João tolhe a vinha e não dá pão.
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A conversa é como as cerejas.
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A Deus nada é impossível.
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A falar é que a gente se entende.
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A falta do amigo há-de se conhecer, mas não aborrecer.
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A felicidade é como o cristal; quanto mais brilha mais facilmente quebra.
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A fome faz sair o lobo do mato.
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A homem ruivo e a mulher barbuda de longe os saúda.
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A honra é como o vidro, quebrando não solda mais.
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A ignorância do bem é a causa do mal.
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A ignorância e o vento são do maior atrevimento.
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A justiça quer carteira aberta, olho firme, boca calada e pé ligeiro.
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A mal desesperado, remédio heróico.
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A meados de Março, os dias como as noites e as messes pelos marcos.
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A merenda e o capote nunca pesaram.
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A mulher brava, corda larga.
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A mulher e a ovelha vão de dia p'rá cortelha.
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A mulher e a pescada quer-se da mais abonada.
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A mulher e a sardinha quer-se da mais pequenina.
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A mulher e o passarinho, com o sol ó ninho.
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A mulher, antes de casar, tem sete braços e uma língua; depois de casada, tem sete línguas e um braço.
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A necessidade aguça o engenho.
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A nódoa que a amora põe, com outra verde se tira.
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A noite é boa conselheira.
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A preguiça é a mãe de todos os vícios.
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A quem do seu foi mau despenseiro, não fies o teu dinheiro.
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A quem entregas o teu segredo, entregas a tua liberdade.
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A quem não pede, Deus não ouve.
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A raposa tem sete manhas, a mulher tem manha de sete raposas.
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A receber todos vão a correr, a pagar, devagar, devagar.
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A sardinha mal guardada, faz o gato ladrão.
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À terra onde fores ter, faz como vires fazer.
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A três de Abril, o cuco há-de vir.
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A vaca do pobre, quando há-de parir, morre.
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A ventre farto, o mel amarga.
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A verdade é como a azeite: vem sempre à tona.
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Abril frio traz pão e vinho.
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Acendes uma vela a Deus e outra ao Diabo.
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Agora, agora, quem tem um filho tem uma nora.
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Agosto amadura, Setembro derruba, Outubro seca tudo.
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Água de Julho, no rio não faz barulho.
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Água fervida tem mão na vida.
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Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
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Águas passadas não movem moinhos.
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Aí vem o meu irmão Março que fará o que eu não faço.
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Ainda que a traição agrade, o traidor sempre aborrece.
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Albarda-se o burro à vontade do dono.
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Amar e reinar nunca dói a par.
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Amigo verdadeiro vale mais que o dinheiro.
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Amigos, amigos, negócios à parte.
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Ande o frio por onde andar, pelo Natal há-de chegar.
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Ande o Verão por onde andar, pelo S. João há-de chegar.
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Andorinha rasteira, sinal de ventaneira.
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Antes casada arrependida que freira aborrecida.
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Antes das festas, fazem-se as vésperas.
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Antes de falares dos outros, primeiro repara em ti.
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Antes morte que má sorte.
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Antes pobre honrado, do que rico e ladrão.
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Antes que cases, cata o que fazes.
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Ao bom darás e do mau te afastarás.
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Ao diabo e à mulher nunca falta que fazer.
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Ao Fevereiro e ao rapaz perdoa tudo quanto faz, contanto que o Fevereiro não seja secalhão e o rapaz não seja ladrão.
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Ao luar de Janeiro se conta o dinheiro.
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Ao médico, ao advogado e ao padre, diz-lhes a verdade.
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Ao menino e ao borracho, põe Deus a mão por baixo.
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Ao perigo com tento, do remédio com tempo.
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Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam.
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Ao rico não devas e ao pobre não prometas.
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Aos cavalos e às mulheres é guardá-los de alugueres.
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Aos seis meses, assenta, aos sete, adenta, ao um, andante e, aos dois, falante; se assim não fizeste, fraca mãe tiveste.
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Apanha com o cajado, quem se mete onde não é chamado.
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Apanham-se mais moscas com um litro de mel, que com um barril de fel.
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Aprende chorando e rirás ganhando.
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Aprende o barbeiro, na cara do tolo.
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Aproveitador de tentos é o pagador de quartilhos.
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Aproveite Fevereiro, quem folgou em Janeiro.
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Aranha de dia, má nova anuncia.
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Aranhas por fora, não tarda a chuva uma hora.
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Arranjar amigos não custa, o que custa é saber mantê-los.
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Arrenda a vinha e o pomar, se os amigos queres desgraçar.
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As conversas grandes fazem os dias pequenos.
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As feridas da ternura, quem as faz é quem as cura.
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As paixões não matam mas ajudam.
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Até ao lavar dos cestos é vindima.
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Atrás de mim virá quem bom de mim fará.
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Azeitona, no Natal, fica no olival; em Janeiro, sai do madeiro.
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