Cantinho da Poesia

 

"A minha pátria é a língua portuguesa"

Fernando Pessoa

 

 

 

O homem, [...] é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito - Sabe pensar.

Bertold Brecht

 

Exerçamos, então, esse derradeiro direito que muitos, como muitos outros antes deles, nos tentam e tentarão sempre retirar.

E, porque muitos o fizeram já - e bem, ouçamos o que as suas mentes nos legaram.

 

Catálogo

 

 

Autor
 
Autor desconhecido.
Anónimo

 

  • Declaração.
    Quadra humorística pela abundância de cacofonias. Clique AQUI para ler o poema de 98 caracteres.

  • Poema de cacófatos.
    Poema humorístico de cacófatos. Clique AQUI para ler o poema de 381 caracteres.


Autor
 
Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (Lisboa, 24 de Novembro de 1906 — Lisboa, 19 de Fevereiro de 1997) foi professor, pedagogo, investigador de História da ciência em Portugal, divulgador da ciência e poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão. "Pedra Filosofal" e "Lágrima de Preta" são dois dos seus mais célebres poemas. Académico efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e Director do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa.
António Gedeão

 

  • Pedra Filosofal.
    Clique AQUI para ler o poema de 1192 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Manuel Freire . A gravação tem 4 minutos e 56 segundos.

  • Lágrima de Preta.
    Clique AQUI para ler o poema de 469 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Manuel Freire . A gravação tem 2 minutos e 13 segundos.

  • Calçada de Carriche.
    Clique AQUI para ler o poema de 1785 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Odete Santos . A gravação tem 2 minutos e 47 segundos.

  • Certezas, precisam-se!.
    Clique AQUI para ler o poema de 1709 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Luís Gaspar . A gravação tem 2 minutos e 50 segundos.


Autor
 
António Lobo Antunes (Lisboa, 1 de Setembro de 1942) é um escritor e psiquiatra português. Licenciou-se em Medicina, optando pela especialidade de Psiquiatria. Em 1979 publicou os primeiros livros, Memória de Elefante e Os Cus de Judas, que obtiveram grande êxito e muito boa receptividade da critica, seguindo-se, em 1980, Conhecimento do Inferno. Estes primeiros livros são marcadamente biográficos, e estão muito ligados ao contexto da guerra colonial; transformaram-no imediatamente num dos autores contemporâneos mais lidos e discutidos, no âmbito nacional e internacional.
António Lobo Antunes

 

  • Homens constipados , de 2011.
    Sátira aos HOMENS quando estão com gripe! Clique AQUI para ler o poema de 845 caracteres.


Autor
 
Augusto César Ferreira Gil nasceu a 31 de Julho de 1873 em Lordelo do Ouro, Porto, e faleceu em 26 de Novembro de 1929 na Guarda. Estudou inicialmente na Guarda, donde os pais eram oriundos, e formou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Começou a exercer advocacia em Lisboa, tornando-se mais tarde director-geral das Belas-Artes. Na sua poesia notam-se influências do Parnasianismo e do Simbolismo. Influenciado pelo lirismo de António Nobre, a sua poesia insere-se numa perspectiva neo-romântica nacionalista.
Augusto Gil

 

  • Balada da Neve.
    Clique AQUI para ler o poema de 1215 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por João Villaret . A gravação tem 2 minutos e 20 segundos.


Autor
 
Manuel Maria de Barbosa l´Hedois Du Bocage (Setúbal, 15 de Setembro de 1765 — Lisboa, 21 de Dezembro de 1805), poeta português e, possivelmente, o maior representante do arcadismo lusitano. Embora ícone deste movimento literário, é uma figura inserida num período de transição do estilo clássico para o estilo romântico que terá forte presença na literatura portuguesa do século XIX
Bocage

 

  • Já Bocage não sou!.
    Clique AQUI para ler o poema de 498 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por João Villaret . A gravação tem 1 minutos e 38 segundos.

  • Retrato próprio.
    Auto-retrato do poeta. Clique AQUI para ler o poema de 501 caracteres.

  • Lá quando em mim perder a humanidade.
    Clique AQUI para ler o poema de 513 caracteres.

  • Camões, grande Camões, quão semelhante.
    Clique AQUI para ler o poema de 511 caracteres.

  • Apenas vi do dia a luz brilhante.
    Clique AQUI para ler o poema de 487 caracteres.


Autor
 
Carlos Manuel de Marques Paião (Coimbra, 1 de Novembro de 1957 — Rio Maior, 26 de Agosto de 1988) foi um cantor e compositor português. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa (1983), acabando por se dedicar exclusivamente à música. Desde muito cedo Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que no ano de 1978 tinha já escritas mais de duzentas canções. A 26 de Agosto de 1988, a caminho de um espectáculo em Leiria, morre num violento acidente de automóvel, em Ponte Amieira na antiga estrada EN1, actual IC2., perto da cidade de Rio Maior. Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de quinhentas canções, tendo sido homenageado em 2003, com um CD comemorativo dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois.
Carlos Paião

 

  • Vinho do Porto , de 1983.
    Clique AQUI para ler o poema de 1684 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Carlos Paião e Cândida Branca-Flor . A gravação tem 3 minutos e 6 segundos.

  • Pó de Arroz , de 1981.
    Segundo grande êxito do autor, que se mantém um êxito até hoje. Clique AQUI para ler o poema de 558 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Carlos Paião . A gravação tem 3 minutos e 34 segundos.


Autor
 
Eugénio de Andrade (Fundão, 19 de Janeiro de 1923 — 13 de Junho de 2005, Porto), poeta português. Em 2001, ganhou o Prémio Camões, o nobel para a língua portuguesa. Eugénio de Andrade foi o pseudónimo de José Fontinhas Rato poeta português do séc. XX, nascido na freguesia de Póvoa de Atalaia (Fundão) em 19 de Janeiro de 1923, fixando-se em Lisboa em 1932 com a mãe, que entretanto se separara do pai. Estudou no Liceu Passos Manuel e na Escola Técnica Machado de Castro, tendo escrito os seus primeiros poemas em 1936, o primeiro dos quais, intitulado "Narciso", publicou três anos mais tarde. Em 1943 mudou-se para Coimbra, onde regressa depois de cumprido o serviço militar convivendo com Miguel Torga e Eduardo Lourenço. Tornou-se funcionário público em 1947, exercendo durante 35 anos as funções de inspector administrativo do Ministério da Saúde. Uma transferência de serviço levá-lo-ia a instalar-se no Porto em 1950, numa casa que só deixou mais de quatro décadas depois, quando se mudou para o edifício da Fundação Eugénio de Andrade, na Foz do Douro. A sua consagração já acontecera dois anos antes, em 1948, com a publicação de "As mãos e os frutos", que mereceu os aplausos de críticos como Jorge de Sena ou Vitorino Nemésio. Entre as dezenas de obras que publicou encontram-se, na poesia, "Os amantes sem dinheiro" (1950), "As palavras interditas" (1951), "Escrita da Terra" (1974), "Matéria Solar" (1980), "Rente ao dizer" (1992), "Ofício da paciência" (1994), "O sal da língua" (1995) e "Os lugares do lume" (1998). Em prosa, publicou "Os afluentes do silêncio" (1968), "Rosto precário" (1979) e "À sombra da memória" (1993), além das histórias infantis "História da égua branca" (1977) e "Aquela nuvem e as outras" (1986). Durante os anos que se seguem até hoje, o poeta fez diversas viagens, foi convidado para participar em vários eventos e travou amizades com muitas personalidades da cultura portuguesa e estrangeira, como Joel Serrão, Miguel Torga, Afonso Duarte, Carlos Oliveira, Eduardo Lourenço, Joaquim Namorado, Sophia de Mello Breyner Andresen, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Jorge de Sena, Mário Cesariny de Vasconcelos, José Luís Cano, Ángel Crespo, Luís Cernuda, Marguerite Yourcenar, Herberto Helder, Joaquim Manuel Magalhães, João Miguel Fernandes Jorge, Óscar Lopes, e muitos outros... Apesar do seu enorme prestígio nacional e internacional, Eugénio de Andrade sempre viveu distanciado da chamada vida social, literária ou mundana, tendo o próprio justificado as suas raras aparições públicas com "essa debilidade do coração que é a amizade". Recebeu inúmeras distinções, entre as quais o Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários (1986), Prémio D. Dinis (1988), Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (1989) e Prémio Camões (2001). Em Setembro de 2003 a sua obra "Os sulcos da sede" foi distinguida com o prémio de poesia do Pen Clube. Viveu em Lisboa de 1932 a 1943. Fixou-se no Porto, a partir de 1950, como funcionário dos Serviços Médico-Sociais. Faleceu a 13 de Junho de 2005, no Porto, após uma doença neurológica prolongada.
Eugénio de Andrade

 

  • Poema à mãe.
    Clique AQUI para ler o poema de 1031 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Eugénio de Andrade . A gravação tem 2 minutos e 32 segundos.

  • As Palavras.
    Clique AQUI para ler o poema de 358 caracteres.

  • O Sorriso.
    Clique AQUI para ler o poema de 203 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Eugénio de Andrade . A gravação tem 0 minutos e 35 segundos.


Autor
 
Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português. É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa tendo o seu valor comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX. Por ter vivido a maior parte da sua juventude na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque na sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando e estudando naquele idioma. Teve uma vida discreta, em que actuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde se desdobrou em várias outras personalidades conhecidas como heterónimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além do facto de ser o maior autor da heteronímia. Morreu de problemas hepáticos aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo a sua última frase sido escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... ".
Fernando Pessoa

 

  • O Menino da sua mãe.
    Clique AQUI para ler o poema de 716 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por João Villaret . A gravação tem 1 minutos e 48 segundos.

  • Autopsicografia , de 1931.
    Do heterónimo Bernardo Soares. Clique AQUI para ler o poema de 305 caracteres.

  • O mostrengo.
    Clique AQUI para ler o poema de 907 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por João Villaret . A gravação tem 1 minutos e 13 segundos.

  • Liberdade.
    Clique AQUI para ler o poema de 710 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por João Villaret . A gravação tem 0 minutos e 57 segundos.


Autor
 
Florbela Espanca (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930), baptizada com o nome Flor Bela de Alma da Conceição, foi uma poetisa portuguesa. Precursora do movimento feminista em Portugal, teve uma vida tumultuada, inquieta, transformando seus sofrimentos íntimos em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade. Filha de Antónia da Conceição Lobo, empregada de João Maria Espanca, que não a reconheceu como filha. Porém com a morte de Antónia em 1908, João e sua mulher Maria Espanca criaram a menina. O pai só reconheceria a paternidade muitos anos após a morte de Florbela. Em 1903 Florbela Espanca escreveu a primeira poesia de que temos conhecimento, A Vida e a Morte. Casou-se no dia de seu aniversário em 1913, com Alberto Moutinho. Concluiu um curso de Letras em 1917, inscrevendo-se a seguir para cursar Direito, sendo a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa. Sofreu um aborto involuntário em 1919, ano em que publicaria o Livro de Mágoas. É nessa época que Florbela começa a apresentar sintomas mais sérios de desequilíbrio mental. Em 1921 separou-se de Alberto Moutinho, passando a encarar o preconceito social decorrente disso. No ano seguinte casou-se pela segunda vez, com António Guimarães. O Livro de Soror Saudade é publicado em 1923. Florbela sofreu novo aborto, e seu marido pediu o divórcio. Em 1925 casou-se pela terceira vez, com Mário Lage. A morte do irmão, Apeles (num acidente de avião), abala-a gravemente e inspira-a para a escrita de As Máscaras do Destino. Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, às vésperas da publicação de sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de dezembro de 1930. Charneca em Flor viria a ser publicado em janeiro de 1931.
Florbela Espanca

 

  • Ser Poeta.
    Clique AQUI para ler o poema de 496 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Luís Represas . A gravação tem 4 minutos e 46 segundos.


Autor
 
José Carlos Ary dos Santos (Lisboa, 7 de Dezembro de 1936 — 18 de Janeiro de 1984) foi um poeta e diseur de poesia português. Oriundo de uma família da alta burguesia, José Carlos Ary dos Santos, conhecido no meio social e literário por Ary dos Santos, vê publicados aos 14 anos, através de familiares, alguns dos seus poemas, considerados maus pelo autor. No entanto, Ary dos Santos revelaria verdadeiramente as suas qualidades poéticas em 1954, com dezasseis anos de idade. É nessa altura que vê os seus poemas serem seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett. É então que Ary dos Santos abandona a casa da família, exercendo as mais variadas actividades para seu sustento económico, que passariam desde a venda de máquinas para pastilhas até à publicidade. Contudo, paralelamente, o poeta não cessa jamais de escrever e em 1963 dar-se-ia a sua estreia efectiva com a publicação do livro de poemas A Liturgia do Sangue (1963). Em 1969 inicia-se na actividade política ao filiar-se no PCP, participando de forma activa nas sessões de poesia do então intitulado "canto livre perseguido". Entretanto, concorre, sob pseudónimo, ao Festival RTP da Canção com os poemas Desfolhada (1969) e Tourada (1973), obtendo os primeiros prémios. É aliás através deste campo – o da música - que o poeta se tornaria conhecido entre o grande público. Autor de mais de seiscentos poemas para canções, Ary dos Santos fez no meio muitos amigos. Gravou, ele próprio, textos ou poemas de e com muitos outros autores e intérpretes e ainda um duplo álbum contendo O Sermão de Santo António aos Peixes do Padre António Vieira. À data da sua morte tinha em preparação um livro de poemas intitulado As Palavras das Cantigas, onde era seu propósito reunir os melhores poemas dos últimos quinze anos, e um outro intitulado Estrada da Luz - Rua da Saudade, que pretendia fosse uma autobiografia romanceada. O poeta morre a 18 de Janeiro de 1984. Postumamente, o seu nome foi dado a um largo do Bairro de Alfama, descerrando-se uma lápide evocativa na casa da Rua da Saudade, onde viveu praticamente toda a sua vida.
José Carlos Ary dos Santos

 

  • As Portas que Abril abriu , de 1975.
    Poema que retrata o Portugal pré- 25 de Abril, a própria revolução e o PREC (Processo Revolucionário Em Curso) que se lhe seguiu. Clique AQUI para ler o poema de 11970 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por José Carlos Ary dos Santos . A gravação tem 16 minutos e 9 segundos.

  • Poeta Castrado, Não! , de 1973.
    Uma auto-apreciação do autor. Clique AQUI para ler o poema de 2251 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por José Carlos Ary dos Santos . A gravação tem 2 minutos e 17 segundos.

  • Auto-retrato.
    Clique AQUI para ler o poema de 458 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por José Carlos Ary dos Santos . A gravação tem 1 minutos e 14 segundos.

  • Cavalo à solta , de 1971.
    Clique AQUI para ler o poema de 695 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Fernando Tordo . A gravação tem 3 minutos e 7 segundos.

  • A Cidade.
    Clique AQUI para ler o poema de 647 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por (desconhecido) . A gravação tem 2 minutos e 40 segundos.

  • Desespero.
    Clique AQUI para ler o poema de 523 caracteres.

  • Cantiga de Amigo.
    Clique AQUI para ler o poema de 485 caracteres.

  • Desfolhada , de 1969.
    O poema "Desfolhada", cantado por Simone de Oliveira, com música de Nuno Nazareth Fernandes, ganhou, em 1969, o primeiro lugar do Festival da Canção RTP. Clique AQUI para ler o poema de 916 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Simone de Oliveira . A gravação tem 2 minutos e 48 segundos.

  • Menina , de 1972.
    O poema "Menina", cantado por Tonicha, com música de Nuno Nazareth Fernandes, ganhou, em 1972, o primeiro lugar do Festival da Canção RTP. Clique AQUI para ler o poema de 630 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Tonicha . A gravação tem 2 minutos e 50 segundos.

  • Estrela da Tarde.
    Clique AQUI para ler o poema de 1458 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Carlos do Carmo . A gravação tem 0 minutos e 0 segundos.

  • Tourada , de 1973.
    Clique AQUI para ler o poema de 1081 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Fernando Tordo . A gravação tem 3 minutos e 20 segundos.

  • Arte Peripoética , de 1965.
    Poema incluído no seu livro "Adereços, Endereços. Clique AQUI para ler o poema de 1179 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por José Carlos Ary dos Santos . A gravação tem 1 minutos e 24 segundos.

  • Meu amor, meu amor , de 1968.
    Com música de Alain Oulman, foi interpretado por Amália Rodrigues no disco "Com que Voz". Clique AQUI para ler o poema de 394 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Amália Rodrigues . A gravação tem 3 minutos e 21 segundos.

  • Os putos.
    Clique AQUI para ler o poema de 711 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Carlos do Carmo . A gravação tem 3 minutos e 25 segundos.

  • Liturgia do Sangue , de 1963.
    Poema do seu livro "A Liturgia do Sangue". Clique AQUI para ler o poema de 1116 caracteres.

  • Queixa e imprecações dum condenado à morte .
    Clique AQUI para ler o poema de 1721 caracteres.

  • O Poema original.
    Clique AQUI para ler o poema de 886 caracteres.

  • In Memoriam.
    Clique AQUI para ler o poema de 1873 caracteres.

  • Portugal ressuscitado , de 1974.
    Clique AQUI para ler o poema de 741 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Fernando Tordo . A gravação tem 3 minutos e 49 segundos.


Autor
 
Nasceu em Lisboa, em 1951. Licenciado em Arquitectura, dedica-se a outras actividades: formação de professores do ensino secundário, concepção de guiões para teatro, televisão e cinema, adaptação de textos teatrais, escrita de letras para canção. É, acima de tudo, poeta e declamador. Integrou, também, o grupo dos cantores de intervenção na luta pela liberdade. Em 1977, tornou-se popular no programa televisivo «A Visita da Cornélia». Dessa época é também o poema «Eu sou português aqui», posteriormente musicado e cantado por Manuel Freire. Num trabalho conjunto com José Jorge Letria, tem dado um excelente contributo para a divulgação da poesia portuguesa.
José Fanha

 

  • Eu sou português aqui , de 1977.
    Clique AQUI para ler o poema de 1340 caracteres.


Autor
 
José Régio, pseudónimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta, que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estreia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmo.
José Régio

 

  • Cântico Negro , de 1925.
    Poema contido no livro "Poemas de Deus e do Diabo". Clique AQUI para ler o poema de 1784 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Maria Bethânia . A gravação tem 2 minutos e 27 segundos.

  • Balada de Coimbra.
    Clique AQUI para ler o poema de 2971 caracteres.


Autor
 
Luís Vaz de Camões (cerca de 1524 — 10 de Junho de 1580) é frequentemente considerado como o maior poeta de língua portuguesa e dos maiores da Humanidade. O seu génio é comparável ao de Virgílio, Dante, Cervantes ou Shakespeare. Das suas obras, a epopeia "Os Lusíadas" é a mais significativa.
Luís Vaz de Camões

 

  • Alma minha gentil, que te partiste.
    Clique AQUI para ler o poema de 477 caracteres.

  • Verdes são os campos.
    Clique AQUI para ler o poema de 357 caracteres.

  • Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
    Clique AQUI para ler o poema de 482 caracteres.

  • Descalça vai para a fonte.
    Clique AQUI para ler o poema de 424 caracteres.

  • Amor é fogo que arde sem se ver.
    Clique AQUI para ler o poema de 459 caracteres.


Autor
 
Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu a 12 de Maio de 1936 em Águeda. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, onde foi um activo dirigente estudantil. Apoiou a candidatura do General Humberto Delgado. Foi fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra, campeão nacional de natação e atleta internacional da Associação Académica de Coimbra. Dirigiu o jornal A Briosa, foi redactor da revista Vértice e colaborador de Via Latina. A sua tomada de posição sobre a ditadura e a guerra colonial levam o regime de Salazar a chamá-lo para o serviço militar em 1961, sendo colocado nos Açores, onde tenta uma ocupação da ilha, com Melo Antunes. Em 1962 é mobilizado para Angola, onde dirige uma tentativa pioneira de revolta militar. É preso pela PIDE em Luanda, em 1963, durante 6 meses. Na cadeia conhece escritores angolanos como Luandino Vieira, António Jacinto e António Cardoso. Colocado com residência fixa em Coimbra, acaba por passar à clandestinidade e sair para o exílio em 1964. Passa dez anos exilado em Argel, onde é dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Aos microfones da emissora A Voz da Liberdade, a sua voz converte-se num símbolo de resistência e liberdade. Entretanto, os seus dois primeiros livros, Praça da Canção (1965) e O Canto e as Armas (1967) são apreendidos pela censura, mas passam de mão em mão em cópias clandestinas, manuscritas ou dactilografadas. Poemas seus, cantados por Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, tornam-se emblemáticos da luta pela liberdade. Regressa finalmente a Portugal em 2 de Maio de 1974, dias após o 25 de Abril. Entra no Partido Socialista onde, ao lado de Mário Soares, promove as grandes mobilizações populares que permitem a consolidação da democracia e a aprovação da Constituição de 1976, de cujo preâmbulo é redactor. Deputado por Coimbra em todas as eleições desde 1975 até 2002 e por Lisboa a partir de 2002, participa esporadicamente no I Governo Constitucional de Mário Soares. Dirigente histórico do PS desde 1974, é Vice-Presidente da Assembleia da República desde 1995 e é membro do Conselho de Estado (de 1996 e 2002 e de novo em 2005). É candidato a Secretário-geral do PS em 2004, naquele que foi o mais participado Congresso partidário de sempre.
Manuel Alegre

 

  • Trova do vento que passa , de 1963.
    Clique AQUI para ler o poema de 1592 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Adriano Correia de Oliveira . A gravação tem 3 minutos e 16 segundos.


Autor
 
Manuel Lopes Fonseca, comummente conhecido como Manuel da Fonseca (Santiago do Cacém, 15 de Outubro de 1911 — 11 de Março de 1993) foi um escritor (poeta, contista, romancista e cronista) português. Após ter terminado o ensino básico, Manuel da Fonseca prosseguiu os seus estudos em Lisboa. Estudou no Colégio Vasco da Gama, Liceu Camões, Escola Lusitânia e Escola de Belas-Artes. Apesar de não ter sobressaído na área das Belas-Artes, deixou alguns registos do seu traço sobretudo nos retratos que fazia de alguns dos seus companheiros de tertúlias lisboetas como é o caso do de José Cardoso Pires. Durante os períodos de interregno escolar, aproveitava para regressar ao seu Alentejo de origem. Daí que o espaço de eleição dos seus primeiros textos seja o Alentejo. Só mais tarde e a partir de Um Anjo no Trapézio é que o espaço das suas obras passa a ser a cidade de Lisboa. Membro do Partido Comunista Português (PCP), Manuel da Fonseca fez parte do grupo do Novo Cancioneiro e é considerado por muitos como um dos melhores escritores do neo-realismo português. Nas suas obras, carregadas de intervenção social e política, relata como poucos a vida dura do Alentejo e dos alentejanos. A sua vida profissional foi muito díspar tendo exercido nos mais diferentes sectores: comércio, indústria, revistas, agências publicitárias, entre outras.
Manuel da Fonseca

 

  • Tejo que levas as águas.
    Clique AQUI para ler o poema de 1099 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Adriano Correia de Oliveira . A gravação tem 3 minutos e 46 segundos.


Autor
 
Mario Benedetti (Paso de los Toros, 14 de Setembro de 1920 — Montevidéu, 17 de Maio de 2009) foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, à qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma das suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.
Mário Benedetti

 

  • Te Quiero , de 1956.
    Poema de amor e de intervenção, que entrelaça as relações pessoais aos laços de camaradagem nas lutas. Clique AQUI para ler o poema de 882 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Los Sabandeños . A gravação tem 4 minutos e 19 segundos.

  • No te rindas , de 1956.
    Talvez pela natureza da minha profissão, apercebo-me de realidades diversas, de vidas vividas, de experiências compartilhadas, de muitas pessoas com uma força impressionante da qual me sirvo para enriquecer a minha própria experiência de vida. Este poema de Benedetti parece-me muito bonito e concordo com ele em absoluto, no sentido de que toda a gente tome consciência de que sempre se está a tempo de retomar a vida, de ser melhor pessoa e de se reconciliar consigo próprio e com os outros. Clique AQUI para ler o poema de 1214 caracteres.


Autor
 
Mário-Henrique Leiria (n. Lisboa, 2 de Janeiro de 1923 — m. Cascais, 9 de Janeiro de 1980), autor surrealista português.Foi aluno da Escola Superior de Belas Artes, de onde é expulso em 1942 por motivos políticos. Participou nas actividades do Grupo Surrealista de Lisboa, entre 1949 e 1951 e em 1961, depois de ser preso pela PIDE, instala-se na Brasil onde desenvolve várias actividades, como a de encenador e de director literário de uma editora. Voltaria em 1970. Publicou Contos do Gin-Tonic (1973), Novos Contos do Gin (1974), Imagem Devolvida, Conto de Natal para Crianças (1975) Casos de Direito Galáctico (1975), O Mundo Inquietante de Josela - fragmentos (1975) e Lisboa ao Voo do Pássaro (1979). Chefiou a redacção de O Coiso, suplemento semanal do diário A República. Aderiu em 1976 ao PRP - Partido Revolucionário do Proletariado. Alguns textos seus, escritos em colaboração, foram recolhidos na Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), organizada por Mário Cesariny.
Mário-Henrique Leiria

 

  • Rifão quotidiano.
    Clique AQUI para ler o poema de 199 caracteres.

  • A Família.
    Clique AQUI para ler o poema de 629 caracteres.


Autor
 
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha (São Martinho de Anta - Vila Real, 12 de Agosto de 1907 — Coimbra, 17 de Janeiro de 1995), foi um dos mais importantes escritores portugueses do século XX. Filho de gente humilde do campo do concelho de Sabrosa (Alto Douro), frequentou brevemente o seminário, e emigrou para o Brasil em 1920, com doze anos, para trabalhar na fazenda do tio, na cultura do café. O tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais, em Leopoldina. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925 regressa a Portugal. Em 1927 é fundada a revista Presença de que é um dos colaboradores desde o início. Em 1928 entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro, "Ansiedade", de poesia. É bastante crítico da praxe e tradições académicas, e chama depreciativamente "farda" à capa e batina, mas ama a cidade de Coimbra, onde viria também a exercer a sua profissão de médico a partir de 1939 e onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a formatura em Medicina, com apoio financeiro do tio do Brasil. Exerceu no início nas terras agrestes transmontanas, de onde era originário e que são pano de fundo da maior parte da sua obra. A obra de Torga tem um carácter humanista: criado nas serras transmontanas, entre os trabalhadores rurais, assistindo aos ciclos de perpetuação da Natureza, Torga aprendeu o valor de cada homem, como criador e propagador da vida e da Natureza: sem o homem, não haveria searas, não haveria vinhas, não haveria toda a paisagem duriense, feita de socalcos nas rochas, obra magnífica de muitas gerações de trabalho humano. Ora, estes homens e as suas obras levam Torga a revoltar-se contra a Divindade Transcendente a favor da imanência: para ele, só a humanidade seria digna de louvores, de cânticos, de admiração: (hinos aos deuses, não/os homens é que merecem/que se lhes cante a virtude/bichos que cavam no chão/actuam como parecem/sem um disfarce que os mude). Para Miguel Torga, nenhum Deus é digno de louvor: na sua condição omnisciente é-lhe muito fácil ser virtuoso, e enquanto ser sobrenatural não se lhe opõe qualquer dificuldade para fazer a Natureza - mas o homem, limitado, finito, condicionado, exposto à doença, à miséria, à desgraça e à morte é também capaz de criar, e é sobretudo capaz de se impor à Natureza, como os trabalhadores rurais transmontanos impuseram a sua vontade de semear a terra aos penedos bravios das serras. E é essa capacidade de moldar o meio, de verdadeiramente fazer a Natureza mau grado todas as limitações de bicho, de ser humano mortal que, ao ver de Torga fazem do homem único ser digno de adoração. Considerado por muitos como um avarento de trato difícil e carácter duro, foge dos meios das elites pedantes, mas dá consultas médicas gratuitas a gente pobre e é referido pelo povo como um homem de bom coração e de boa conversa. Foi o primeiro vencedor do Prémio Camões.
Miguel Torga

 

  • Um Poema.
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Autor
 
Pablo Neruda, nascido Neftalí Ricardo Reyes Basoalto, (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno, um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934-1938) e no México. Recebeu o Nobel de Literatura em 1971.
Pablo Neruda

 

  • .
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  • Morre.
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Autor
 
Rosalía de Castro (Santiago de Compostela, 21 de Fevereiro de 1837 — Padrón, 15 de Julho de 1885) foi uma escritora e poeta galega. Considerada como a fundadora da literatura galega moderna, o 17 de Maio, Dia das Letras Galegas é feriado por causa de ser a data de edição da sua primeira obra em idioma galego Cantares Galegos.
Rosalía de Castro

 

  • Cantar de Emigração , de 0000.
    Clique AQUI para ler o poema de 287 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Adriano Correia de Oliveira . A gravação tem 2 minutos e 53 segundos.


Autor
 
Sophia de Mello Breyner Andresen é, sem sombra de dúvida, um dos maiores poetas portugueses contemporâneos – um nome que se transformou, em sinónimo de Poesia e de musa da própria poesia. Luz, verticalidade e magia estão, aliás, sempre presentes na obra de Sophia, quer na obra poética, quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou em clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como "O Rapaz de Bronze", "A Fada Oriana" ou "A Menina do Mar".
Sofia de Mello Breyner Andresen

 

  • Porque , de 1985.
    “No Tempo Dividido e Mar Novo”, Edições Salamandra, 1985, p. 79 Clique AQUI para ler o poema de 483 caracteres.


Autor
 
Poemas com vários autores.
vários

 

  • Fado Falado.
    Clique AQUI para ler o poema de 2791 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por João Villaret . A gravação tem 4 minutos e 14 segundos.


Autor
 
Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, ou Vinicius de Moraes, (1913 - 1980) foi um diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.
Vinícius de Moraes

 

  • Como dizia o poeta.
    Clique AQUI para ler o poema de 519 caracteres. Também pode clicar AQUI para ouvir o poema dito por Maria Bethânia . A gravação tem 1 minutos e 18 segundos.

  • Soneto da fidelidade , de 1970.
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